O Culto
Neste blog, exploramos a jornada que começa na racionalidade dos fatos e culmina no verdadeiro sentido de cultuar. Investigamos como o conhecimento profundo de Deus — longe da superficialidade e dos jargões contemporâneos — nos conduz a um sacrifício vivo: a entrega do livre-arbítrio e a renovação da mente. Aqui, entendemos que cultuar exige o mesmo afinco de um estudante e a paixão de um admirador; é uma fé que não se molda aos padrões do mundo, mas se transforma pela razão para experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Ainda sobre a vida racional, gostaria de aprofundar ainda mais esse tema que foi abordado no texto anterior.
Notamos e concluímos que Deus se revela pela racionalidade dos fatos e pelo raciocínio lógico das evidências, o que nos leva diretamente ao culto. Então, pode vir à sua cabeça: "Ué, mas o culto não é o que os cristãos fazem aos domingos dentro das igrejas?". A resposta é não, aquilo não é um culto!
A palavra "culto" deriva do latim cultus, proveniente do verbo colere, que significa cultivar, cuidar, habitar, honrar e venerar. Assim, desde sua origem, a ideia de culto envolve dedicação e honra.
Veja, honrar um compromisso, um contrato, é fazer o que já havia sido acordado por ambas as partes, e não dizer: "Eu te dou honras, Deus". Isso não significa nada, e sim o que você está fazendo. Da mesma forma que uma jovem venera um artista musical, ou uma criança que venera um jogador de futebol, fica subentendido que ela sabe dos gostos pessoais, hábitos, histórias e personalidade de seu ícone. Da mesma maneira que um estudante de Direito dedica-se a afinco durante horas do seu dia analisando as leis e seus contextos. Vocês conseguem perceber onde quero chegar? Cultuar a Deus não é participar de uma reunião em uma igreja (isso não tira o fato de ir à igreja ser algo totalmente edificante e necessário para um cristão), mas entregar o seu livre-arbítrio, todo o seu poder de escolha, a Deus. Isso deixa implícito, como parte de um acordo, que você precisa dedicar-se a Ele como um estudante de Direito, venerá-Lo como um jovem faz com seus ídolos etc.
O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, no capítulo 12, vai dizer: "Portanto, irmãos, rogo-lhes, pelas misericórdias de Deus, que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se moldem pelos padrões do mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Claramente, o texto nos diz que, ao entregarmos o nosso livre-arbítrio para Deus (que é o sentido real de cultuar), nós estaríamos não mais vivendo uma vida habitual de um ser humano comum que vemos nos dias atuais, mas seríamos transformados por uma maneira diferente de agir e de tomar decisões, e que, nessa nova maneira de agir, encontraríamos uma satisfação plena. Nessa nova forma de viver, experimentaríamos a vontade de Deus.
Esse é o sacrifício vivo a Deus, ou melhor, o culto ao Senhor.
O culto
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