A ciência e Deus

Desmistificando jargões, unindo fé e ciência, e buscando a Deus através do esforço racional. Porque o conhecimento real exige profundidade.

Jonathan Santos

7/8/20262 min read

Muitos acreditam que a ciência e Deus ocupam lados opostos da realidade. Entretanto, essa oposição não nasce da ciência em si, mas da maneira como aprendemos a enxergar o conhecimento. E essa maneira de pensar não surge por acaso.

Um dos maiores aliados do diabo é não classificar as doutrinas essencialmente como "verdadeiras" ou "falsas", mas como "acadêmicas" ou "práticas"; "ultrapassadas" ou "contemporâneas"; "convencionais" ou "opressoras". É o jargão, e não o argumento, o seu maior aliado para mantê-lo fora da Igreja (Corpo de Cristo). Pois o diabo não veio para lhe ensinar nada, mas para confundi-lo.

Possivelmente, graças aos processos promovidos por nossos inimigos, nós, humanos, começamos a fazer vista grossa ao desconhecido, olhando sempre com um ar de desconfiança e aclamando aquilo que nos é familiar, aquilo que está diante de nós. Com isso, passamos a banalizar a maioria das coisas, se não todas.

Isso nos faz pensar que a ciência é uma inimiga que deseja desmoralizar ou descredibilizar nosso Pai, quando, na verdade, ela promove justamente o contrário — refiro-me à ciência de verdade. Ela nos encoraja a pensar sobre a realidade dos fatos que, por sua vez, podem nos conduzir ao conhecimento de Deus.

A vida é extremamente complexa para ser observada por olhos superficiais; da mesma forma, Deus. O conhecimento não é alcançado por meio de conversas, leituras ou vídeos casuais, mas por uma busca dedicada, fortalecida pelo esforço racional. Em Romanos, o apóstolo Paulo diz:

"Pois, desde a criação do mundo, os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido claramente vistos, sendo compreendidos por meio das coisas criadas." (Romanos 1:20)

Se olharmos atentamente para a vida e buscarmos as evidências com o coração aberto à verdade, creio que não haverá sombra de dúvida de que encontraremos Deus. Não digo um senhor de barba branca e aparência de um velhinho, mas uma consciência que rege tudo e governa todas as coisas. O impacto dessa descoberta será tão grande que não caberá em nossa consciência, nem mesmo em nosso imaginário. Ele é incalculável; eterno.

Um adjetivo que tenho usado bastante ultimamente para me referir à magnitude de Deus é "Superior". Essa palavra, de certa forma, convence meu raciocínio de que jamais conseguirei dimensioná-lo sob qualquer perspectiva; resta-me apenas aceitar sua superioridade. Mas isso não significa que eu não consiga observar seus rastros, sua natureza bondosa ou sua beleza.

Estava pensando hoje: o que um céu azul, uma boa ação e um falcão têm em comum para serem considerados belos — pelo menos segundo o meu gosto? Foi então que percebi que todos revelam algo de Deus, uma característica em especial. E concluí que Deus é completamente belo: a fonte de toda beleza.

Deus pode estar mais próximo do que imaginamos e, ao mesmo tempo, mais distante do que somos capazes de medir. Isso nos leva à seguinte questão:

Estamos com os sentidos atentos para notá-lo?

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